Por que o telefone sempre toca quando estamos tomando banho?

Janeiro 23, 2009

E o pior:

Se atendemos, é engano. Se não atendemos, era algo muito importante.

Não tenho uma resposta pra essa. Murphy talvez tenha.


E o prêmio vai para?

Janeiro 6, 2009

Como todos sabem, o Brasil nunca ganhou um prêmio do Academy Awards, conhecido popularmente como Oscar. Mas os brasileiros não precisam mais se sentir inferiores, pois o ano de 2008 foi nosso! Pelo menos, em duas outras premiações.

O primeiro prêmio de relevância internacional faturado por brazucas foi em outubro, quando Astolfo Gomes de Mello Araújo e José Carlos Marcelino receberam o IgNobel de Arqueologia, por demonstrarem que os tatus podem misturar evidências em sítios arqueológicos e confundir os cientistas.

Agora, um brasileiro que ganhou fama internacional em 2008 pela proeza de não saber usar um GPS recebe o Darwin Awards, prêmio concedido àqueles que contribuem para a evolução da humanidade retirando o seu código genético da face da Terra. Adelir Antônio de Carli, conhecido nacionalmente como o padre voador, foi homenageado com o prêmio deste ano tendo recebido quase o triplo de votos que o segundo colocado, um italiano que saiu correndo na direção de um trem na tentativa de salvar seu Porche.

Isso prova que brasileiro não desiste nunca. Se não conseguimos prêmios em uma área, é só tentar em outra.


O que é AMV?

Dezembro 17, 2008

Eu tenho a mania de pesquisar pelo meu nome no Google de tempos em tempos. É impressionante como a internet serve como um repositório de memórias: (quase) tudo o que você já fez por aqui fica gravado. Fóruns e listas de discussão de que eu participava oito anos atrás continuam lá; inativos, mas com todo seu conteúdo preservado.

Recentemente, eu notei que, pesquisando meu nome, quase metade dos resultados remetia ao AMV que fiz para o concurso que o Dattebayo-BR fez quando Naruto Shuppuden estreou, e que, milagrosamente, ganhou a competição e a honraria de ser exibido antes do primeiro episódio. Para minha surpresa, esse vídeo foi replicado inúmeras vezes no próprio YouTube, em blogs e videologs, alguns inclusive filmados do monitor.

Como o YouTube agora tem uma opção para assistir aos vídeos em alta qualidade, resolvi subir eu mesmo meu vídeo mais famoso, na qualidade original em que foi concebido. Não é grande coisa, já que foi feito há quase dois anos, mas é melhor do que muitas versões existentes por aí.

Pra quem não sabe, AMV significa Anime Music Video, ou seja, são clipes musicais feitos por fãs usando cenas de animes. No animemusicvideos.org (em inglês) você pode encontrar mais informações sobre o assunto, vídeos espetaculares e dicas pra tentar fazer seu próprio AMV. Pode também baixar todos os vídeos que eu fiz, procurando por “dsugui”.

“Pelados em Hinata” é o meu preferido.


Como está seu vocabulário?

Dezembro 16, 2008

O meu, aparentemente, está bom.

Resultado: 26 pontos

Eu tenho um excelente vocabulário.

Teste Seu Vocabulário.

Oferecimento: InterNey.Net


O que é tecnossexual?

Dezembro 15, 2008

Segundo o Wikipedia (em inglês), há duas definições para tecnossexual:

1. Um metrossexual que curte gadgets. Não é deles que eu vou falar.
2. Uma pessoal com atração sexual por máquinas, mais especificamente robôs. É disso que vou falar.

Pode parecer estranho à primeira vista, e muitas pessoas simplesmente riem da idéia. O preconceito com tecnossexuais é provavelmente mais acentuado do que com homossexuais. Talvez porque muitas pessoas ainda têm a imagem mental de um robô como algo metálico, um utensílio doméstico ou industrial, e qualquer um que se sinta atraído sexualmente por, digamos, um liquidificador ou um notebook só pode ser seriamente perturbado.

Mas será mesmo? Será que esse sujeito, que construiu sua própria namorada com uma quantia aproximada de R$50 mil, é louco ou é um gênio? Ou essa empresa japonesa, que vende mini namoradas robóticas para homens solitários, está fadada ao fracasso ou será a pioneira de um ramo?

A idéia, na verdade, nem é tão recente assim. O filme I.A., de 2001, já mostrava gigolôs e prostitutas robóticas, e até mesmo um filho artificial capaz de “amar incondicionalmente”, seja lá o que isso for. O anime Chobits trata exatamente das relações entre humanos e persocons (computadores pessoais na forma humanóide), ressaltando que era inclusive mais fácil para as pessoas se relacionarem com as máquinas do que entre si.

Será que, quando os robôs possuirem sentimentos,  os tecnossexuais sofrerão menos preconceito da sociedade? Ou será que tanto construtos quanto os humanos que se envolverem com eles serão repudiados pelos demais? Acho que só saberemos quando acontecer. Quanto a mim, torço para que esse advento chegue logo, porque já cheguei à conclusão de que a mulher ideal para mim é uma robô.


Nós vivemos em um chiqueiro?

Dezembro 10, 2008

Um dos hábitos mais repugnantes que o brasileiro tem é o de jogar lixo na rua. Toda vez que vejo alguém sujando as ruas da minha querida cidade, tenho vontade de espancar o verme desprezível até sobrar uma massa irreconhecível de carne e sangue. Felizmente, até hoje eu consegui conter meus instintos psicóticos.

Eu desconheço a racionalização por trás dessa prática abominável. Preguiça? Comodidade? Será que os idiotas não percebem que, ao jogar lixo nas ruas, contribuem para que os esgotos entupam, causando enchentes ao menor sinal de chuva? Qual o trabalho em se guardar um papel de bala ou saco de salgadinho na bolsa ou na mochila até achar uma lixeira ou chegar em casa? Por falar em casa, será que esses imundos que sujam as vias e locais públicos tratam da mesma forma seu lar? O que achariam se alguém simplesmente jogasse lixo em seu quintal?

Em países desenvolvidos, essa prática é punida severamente com multas pesadas, ou até mesmo prisão em casos de reincidência. No Japão, por exemplo, os fumantes andam com cinzeiros portáteis onde depositam as cinzas de seus cigarros enquanto estão na rua. Claro que também existem os porcalhões por lá também, mas as autoridades tomam providências e os cidadãos se organizam para realizar a limpeza, conscientizar a população e educar as crianças de que sujar nosso ambiente prejudica a nós mesmos.

Multa de $1000 pra quem sujar o chão

Multa de $1000 pra quem sujar o chão

Já por aqui, tais iniciativas até existem, mas aparentemente são insuficientes para combater a legião de seres sórdidos que insistem em espalhar sua imundice pelo mundo. Aqui em São Paulo eu ainda não vi uma rua que estivesse totalmente limpa: mesmo que existam lixeiras espalhadas pela cidade, até dentro dos ônibus, as pessoas continuam jogando o lixo nas vias, e os garis nem se dão o trabalho de limpar tudo direito. Eu nem sei se existe uma lei por aqui que puna esse tipo de atitude, e mesmo que exista não há fiscais para aplicá-la.

Mas esperar do que de um país em que os próprios políticos, representantes do povo, emporcalham as ruas com seus panfletos e “santinhos” a cada eleição?


A educação tem solução?

Dezembro 8, 2008

Não é de hoje que o ensino no Brasil é deficiente e inadequado. Há décadas a qualidade da educação brasileira é questionável, e a cada ano que passa fica pior. Reportagens como essa não são novidade, todos os anos recebemos aquelas infames listas com pérolas do vestibular. A questão é: existe algum modo de melhorar a qualidade do ensino brasileiro?

Talvez até exista uma solução, mas nenhuma providência será tomada e a tendência é que cada vez mais a qualidade do ensino se deteriore.

Isso pode ter soado bem pessimista, mas eu explico: o mais importante para que se melhore a educação, como qualquer outra coisa, é que haja vontade política. O problema é que, para os políticos, uma massa ignorante é muito mais interessante do que um povo culto, que questione as improbidades e cobre atitudes dos governantes. Um povo idiota é facilmente manipulável, vulnerável a demagogias e distrações, e assim nossos queridos representantes podem continuar seu rodízio de pizza sem maiores preocupações.

E mesmo que houvesse essa vontade política de mudar, de melhorar o sistema educacional brasileiro, de garantir a qualidade do ensino, isso não seria nada fácil. Os educadores já não têm competência para ensinar, pois eles mesmo receberam uma educação deficiente; as crianças já não têm motivação para aprender, pois seus ídolos (jogadores de futebol, participantes do Big Bosta Brother Brasil, MCs de fuck funk) não precisaram de estudo para ganhar seus milhões e fazer sucesso; e pra piorar, pedagogos e psicólogos ficam dando palpites idiotas ao invés de fazer algo de útil.

Vós que aqui entrais, abandoneis toda a esperança. O futuro Idiocracy está chegando.


Qual o lugar mais estranho do mundo?

Dezembro 6, 2008

Pra mim, com certeza é o Japão.

Só lá se faz música eletrônica com fios grudados da cara…


Orgulho de ser brasileiro?

Dezembro 4, 2008

Nacionalidade é uma coisa intrigante. É um dos primeiros rótulos que uma pessoa recebe, um que a acompanha pelo resto da vida. Como acontece com todo rótulo, muitos preconceitos e estereótipos são baseados na nacionalidade. Desavenças são criadas, discórdia é gerada e guerras são travadas, tudo em nome do local onde você nasce e vive. Mesmo que isso, na verdade, diga muito pouco sobre quem você é.

Neste post na Papo de Homem, o autor narra sua experiência em terras estrangeiras e compara as diversas culturas e características com as do nosso país. Mesmo que apresente muitos pontos válidos, há uma generalização muito grande, uma quase xenofobia, presente no texto. Do mesmo modo que ele critica a visão estereotipada que os gringos tem de nós ele demonstra para com os gringos.

De maneira inversa, este post do Cardoso mostra uma quase vergonha de ser brasileiro. A opinião de que barbarismos como os saques que ocorreram em Santa Catarina só acontecem por aqui, e nunca em terras “civilizadas”, é tão equivocada quanto exaltar nossa nação e depreciar as outras. Como comentei no próprio post, filho da puta existe em todo o lugar.

O fato é que humanos são humanos. Tão diversos uns dos outros, e ainda assim tão parecidos. Existem todos os tipos de pessoas em todos os lugares do mundo: pessoas boas e solidárias, pessoas indiferentes e passivas, pessoas cruéis e maliciosas, pessoas cordiais, pessoas mal humoradas, pessoas extrovertidas, introvertidas. Em todas as culturas. Em todas as nações.

É claro que a cultura, a história, os hábitos, a localização, entre outros fatores, influenciam no comportamento de determinados grupos de pessoas, mas não podemos desconsiderar o gosto pessoal de cada cidadão. Apesar da visão que se tem de que brasileiro adora praia e futebol, eu prefiro o clima mais ameno das montanhas e não ligo tanto pra futebol, e tenho certeza de que muitos brasileiros compartilham da mesma opinião.

E ainda que personalidade e gosto pessoal variem de indivíduo pra indivíduo, a força do rótulo “nacionalidade” é grande e, muitas vezes, determina certas características da sociedade como um todo. A mania do brasileiro de dar jeitinho em tudo, por exemplo, pode não ser praticada por muitos, mas é uma atitude muito comum em qualquer lugar do país. São essas características, positivas e negativas, que nos definem como povo, que nos distinguem de outras nações. E essa distinção, normalmente, gera o sentimento de nacionalismo.

Digo normalmente porque, no Brasil, o nacionalismo é meio que sazonal. Como canta Os Seminovos, brasileiro só tem “muito orgulho e muito amor” em época de Copa do Mundo e Olimpíadas. Se a mídia alardeia o nacionalismo, todo mundo é nacionalista. Mas na hora de prestar o serviço militar (que deveria ser voluntário e bem pago), de pagar os impostos (que deveriam ser mais amenos e bem aplicados) ou de cobrar atitudes dos governantes (que deveriam ser bem escolhidos), o brasileiro pensa primeiro no próprio rabo.

Eu me considero um nacionalista de verdade. Fico orgulhoso quando o barbudão defende a nação e enfrenta os gringos, mesmo sabendo que tudo não passa de mera demagogia. Fico empolgado com conquistas e descobertas de cientistas brasileiros, mesmo sabendo que elas ainda sejam pequenas comparadas com as estrangeiras. Acima de tudo, meu maior sonho é ver o Brasil se tornar uma grande nação, um dos líderes mundiais, como alguns economistas prevêem.

E acho que isso é possível, apesar dos vícios do povo brasileiro, porque sei que humanos são humanos, e os outros povos têm seus próprios defeitos. Gente medíocre não é exclusividade do Brasil, existe aos montes em qualquer lugar. São as grandes mentes que fazem o mundo andar, e acredito que existam muitas por aqui.

Não que isso me faça ter grandes esperanças na humanidade.


Agora o atendimento telefônico melhora?

Dezembro 1, 2008

Hoje entraram em vigor as novas regras para atendimento telefônico das empresas brasileiras. Ainda assim, muitos casos de descumprimento são relatados a todo o momento, não só pela mídia como por amigos e conhecidos. O que, pelo menos para mim, já era de se esperar.

O decreto foi assinado pelo nosso digníssimo presidente no começo de outubro; ou seja, foram dois meses para que as empresas adequassem sua infraestrutura para atender as novas normas. Mas aparentemente aqui no nosso Brasil veronil, as leis nunca são levadas muito a sério. Sempre se dá um jeitinho, uma outra interpretação às coisas, e tenho uma leve suspeita de que esse vai ser o caso.

Mas no fundo eu espero que não. Espero que, depois que algumas multas milionárias forem aplicadas, as empresas percebam que os custos de descumprimento da lei são maiores do que os custo para reestruturar seus call centers. Espero que o governo faça sua parte e fiscalize. Espero que as coisas melhorem, pelo menos um pouco.

E então o próximo passo seria estabelecer regras para telemarketing. Porque vendedor me ligando às 10 da noite enche o saco tanto quanto ficar meia hora esperando ser atendido.