Segundo o Wikipedia (em inglês), há duas definições para tecnossexual:
1. Um metrossexual que curte gadgets. Não é deles que eu vou falar.
2. Uma pessoal com atração sexual por máquinas, mais especificamente robôs. É disso que vou falar.
Pode parecer estranho à primeira vista, e muitas pessoas simplesmente riem da idéia. O preconceito com tecnossexuais é provavelmente mais acentuado do que com homossexuais. Talvez porque muitas pessoas ainda têm a imagem mental de um robô como algo metálico, um utensílio doméstico ou industrial, e qualquer um que se sinta atraído sexualmente por, digamos, um liquidificador ou um notebook só pode ser seriamente perturbado.
Mas será mesmo? Será que esse sujeito, que construiu sua própria namorada com uma quantia aproximada de R$50 mil, é louco ou é um gênio? Ou essa empresa japonesa, que vende mini namoradas robóticas para homens solitários, está fadada ao fracasso ou será a pioneira de um ramo?
A idéia, na verdade, nem é tão recente assim. O filme I.A., de 2001, já mostrava gigolôs e prostitutas robóticas, e até mesmo um filho artificial capaz de “amar incondicionalmente”, seja lá o que isso for. O anime Chobits trata exatamente das relações entre humanos e persocons (computadores pessoais na forma humanóide), ressaltando que era inclusive mais fácil para as pessoas se relacionarem com as máquinas do que entre si.
Será que, quando os robôs possuirem sentimentos, os tecnossexuais sofrerão menos preconceito da sociedade? Ou será que tanto construtos quanto os humanos que se envolverem com eles serão repudiados pelos demais? Acho que só saberemos quando acontecer. Quanto a mim, torço para que esse advento chegue logo, porque já cheguei à conclusão de que a mulher ideal para mim é uma robô.