O que é AMV?

Dezembro 17, 2008

Eu tenho a mania de pesquisar pelo meu nome no Google de tempos em tempos. É impressionante como a internet serve como um repositório de memórias: (quase) tudo o que você já fez por aqui fica gravado. Fóruns e listas de discussão de que eu participava oito anos atrás continuam lá; inativos, mas com todo seu conteúdo preservado.

Recentemente, eu notei que, pesquisando meu nome, quase metade dos resultados remetia ao AMV que fiz para o concurso que o Dattebayo-BR fez quando Naruto Shuppuden estreou, e que, milagrosamente, ganhou a competição e a honraria de ser exibido antes do primeiro episódio. Para minha surpresa, esse vídeo foi replicado inúmeras vezes no próprio YouTube, em blogs e videologs, alguns inclusive filmados do monitor.

Como o YouTube agora tem uma opção para assistir aos vídeos em alta qualidade, resolvi subir eu mesmo meu vídeo mais famoso, na qualidade original em que foi concebido. Não é grande coisa, já que foi feito há quase dois anos, mas é melhor do que muitas versões existentes por aí.

Pra quem não sabe, AMV significa Anime Music Video, ou seja, são clipes musicais feitos por fãs usando cenas de animes. No animemusicvideos.org (em inglês) você pode encontrar mais informações sobre o assunto, vídeos espetaculares e dicas pra tentar fazer seu próprio AMV. Pode também baixar todos os vídeos que eu fiz, procurando por “dsugui”.

“Pelados em Hinata” é o meu preferido.


Como está seu vocabulário?

Dezembro 16, 2008

O meu, aparentemente, está bom.

Resultado: 26 pontos

Eu tenho um excelente vocabulário.

Teste Seu Vocabulário.

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Orgulho de ser brasileiro?

Dezembro 4, 2008

Nacionalidade é uma coisa intrigante. É um dos primeiros rótulos que uma pessoa recebe, um que a acompanha pelo resto da vida. Como acontece com todo rótulo, muitos preconceitos e estereótipos são baseados na nacionalidade. Desavenças são criadas, discórdia é gerada e guerras são travadas, tudo em nome do local onde você nasce e vive. Mesmo que isso, na verdade, diga muito pouco sobre quem você é.

Neste post na Papo de Homem, o autor narra sua experiência em terras estrangeiras e compara as diversas culturas e características com as do nosso país. Mesmo que apresente muitos pontos válidos, há uma generalização muito grande, uma quase xenofobia, presente no texto. Do mesmo modo que ele critica a visão estereotipada que os gringos tem de nós ele demonstra para com os gringos.

De maneira inversa, este post do Cardoso mostra uma quase vergonha de ser brasileiro. A opinião de que barbarismos como os saques que ocorreram em Santa Catarina só acontecem por aqui, e nunca em terras “civilizadas”, é tão equivocada quanto exaltar nossa nação e depreciar as outras. Como comentei no próprio post, filho da puta existe em todo o lugar.

O fato é que humanos são humanos. Tão diversos uns dos outros, e ainda assim tão parecidos. Existem todos os tipos de pessoas em todos os lugares do mundo: pessoas boas e solidárias, pessoas indiferentes e passivas, pessoas cruéis e maliciosas, pessoas cordiais, pessoas mal humoradas, pessoas extrovertidas, introvertidas. Em todas as culturas. Em todas as nações.

É claro que a cultura, a história, os hábitos, a localização, entre outros fatores, influenciam no comportamento de determinados grupos de pessoas, mas não podemos desconsiderar o gosto pessoal de cada cidadão. Apesar da visão que se tem de que brasileiro adora praia e futebol, eu prefiro o clima mais ameno das montanhas e não ligo tanto pra futebol, e tenho certeza de que muitos brasileiros compartilham da mesma opinião.

E ainda que personalidade e gosto pessoal variem de indivíduo pra indivíduo, a força do rótulo “nacionalidade” é grande e, muitas vezes, determina certas características da sociedade como um todo. A mania do brasileiro de dar jeitinho em tudo, por exemplo, pode não ser praticada por muitos, mas é uma atitude muito comum em qualquer lugar do país. São essas características, positivas e negativas, que nos definem como povo, que nos distinguem de outras nações. E essa distinção, normalmente, gera o sentimento de nacionalismo.

Digo normalmente porque, no Brasil, o nacionalismo é meio que sazonal. Como canta Os Seminovos, brasileiro só tem “muito orgulho e muito amor” em época de Copa do Mundo e Olimpíadas. Se a mídia alardeia o nacionalismo, todo mundo é nacionalista. Mas na hora de prestar o serviço militar (que deveria ser voluntário e bem pago), de pagar os impostos (que deveriam ser mais amenos e bem aplicados) ou de cobrar atitudes dos governantes (que deveriam ser bem escolhidos), o brasileiro pensa primeiro no próprio rabo.

Eu me considero um nacionalista de verdade. Fico orgulhoso quando o barbudão defende a nação e enfrenta os gringos, mesmo sabendo que tudo não passa de mera demagogia. Fico empolgado com conquistas e descobertas de cientistas brasileiros, mesmo sabendo que elas ainda sejam pequenas comparadas com as estrangeiras. Acima de tudo, meu maior sonho é ver o Brasil se tornar uma grande nação, um dos líderes mundiais, como alguns economistas prevêem.

E acho que isso é possível, apesar dos vícios do povo brasileiro, porque sei que humanos são humanos, e os outros povos têm seus próprios defeitos. Gente medíocre não é exclusividade do Brasil, existe aos montes em qualquer lugar. São as grandes mentes que fazem o mundo andar, e acredito que existam muitas por aqui.

Não que isso me faça ter grandes esperanças na humanidade.


Por que escrever um blog?

Novembro 13, 2008

Eu uso a Internet há muito tempo. Não há tanto tempo para ter frequentado BBSs ou jogado MUDs, mas tempo o suficiente para ter usado a primeira versão do ICQ, para ter mandado códigos HTML nas salas de bate-papo do UOL e jogado o primeiro Diablo na Battle.Net. Mas, como todo antisocial que se preze, eu sempre considerei web browsing uma atividade solitária, e raramente apreciava essas iterações sociais virtuais.

Mais tarde viriam as lista de e-mail, os fóruns, os jogos online. Superando minhas barreiras psicológicas, cheguei a participar de encontros com o pessoal do GameForum que jogava Meteorus. Mas, cedo ou tarde, meu tempo encurtava e meu interesse se esvaia, e eu acabava abandonando todos esses grupos sociais de que havia participado.

Com o advento do MSN e do Orkut, o mundo inteiro veio parar na web. O que antes era coisa de nerd, a socialização virtual virou moda e caiu nas mãos do povão. Gente burra profanando o último refúgio que geeks antisociais como eu tinham para tentar conhecer semelhantes e criar novos relacionamentos interpessoais. Por isso sempre me recusei a usar o Orkut. E pelo mesmo motivo nunca fui de ler blogs.

Pra mim, blogs eram apenas relatos enfadonhos do dia a dia de pessoas desinteressantes, ou um mural de cretinices escrito por algum miguxo desocupado. Até que conheci o blog do Cardoso e, por meio deste, muitos outros blogs excelentes. “Vejam só, ainda há vida inteligente na rede”, pensei. E já há algum tempo acompanho alguns blogs. Mas, por algum motivo, não gosto particularmente de ficar comentando posts dos outros. Talvez seja minha natureza egocêntrica e megalomaníaca.

Decidi, então, publicar minhas próprias idéias e opiniões. De maneira despretensiosa, apenas como hobbie, uma maneira de me expressar e, quem sabe, receber idéias e opiniões dos outros. O resultado está aqui, e neste blog estarei escrevendo sobre as coisas que me interessam, me indignam ou me surpreendem. Espero que, pelo menos, eu me divirta com isso. Se eu conhecer algumas pessoas interessantes, melhor ainda.

Sobre o título: “Quem Peidou?” (no original: “Who Farted?”) eram os dizeres na camiseta que o Meleca (no original: Booger) usa no filme Os Nerds Também Amam (“Revenge of the Nerds IV: Nerds in Love” [1994]). Essa pergunta quase sempre é feita pelo causador do efeito que a gera, desse modo achei apropriado nomear o blog onde pretendo expor minhas idéias para responder perguntas inquietantes que me assolam no dia a dia.