Queime depois de ler. E depois de ver?

Novembro 29, 2008

O mais recente filme dos irmão Coen, “Queime depois de ler” traz a história inusitada de um ex-agente da CIA (John Malkovich), um policial mulherengo (George Clooney), dois funcionários de uma academia de ginástica (Brad Pitt e Frances McDormand) e algumas outras pessoas que, em uma sucessão de encontros e desencontros, coincidências e mal-entendidos, se envolvem umas com as outras em situações cômicas e inusitadas.

O filme é engraçado. Ponto. Não é um daqueles filmes com história elaborada, que faz você pensar ou te acrescenta alguma coisa. É entretenimento puro, pra dar boas gargalhadas com as atuações de Malkovich, sempre estressado, Clooney, paranóico e cínico, e Pitt, simplesmente um idiota paspalhão. Definitivamente, não é um filme pra ser levadoa sério.

Na escala Sugui de avaliação cinematográfica, recebe um 7/10. O filme é bom, os personagens são hilários, mas não tem aquele apelo que te faz ver um filme pela segunda vez. Então é assistir e queimar depois de ver.


Conhece o cachorro do Frankenstein?

Novembro 29, 2008

Wing Wen, o cachorro Frankenstein

Pra quem achava que o filme “A outra face” era um absurdo, aqui vai uma notícia chocante: cientistas chineses realizaram um “transplante de rosto” em um cão da raça beagle usando uma parte da face de um vira-lata.

A operação, realizada há dois anos, aparentemente foi mantida em segredo até agora. Considerando que os militantes da defesa dos animais vão apedrejar os responsáveis pela, digamos, inovadora operação, se eles tivessem anunciado suas inteções com antecedência ela nunca seria realizada.

Qual o propósito de tal empreitada? Não tenho certeza. Qual seria a repercursão se isso fosse feito em seres humanos? Sou incapaz de mensurar. Mas tenho a impressão de que isso ainda vai dar muito o que falar.


O que é criatividade?

Novembro 27, 2008

É dar uma cara nova a uma piada velha, como esse cara aqui:


O que as pessoas deveriam saber sobre os nerds?

Novembro 27, 2008

Hoje um colega de trabalho ficou surpreso e espantado por eu ser um nerd assumido. “Eu nunca vi alguém que tivesse tanto orgulho de ser nerd”, disse. Isso me fez pensar em quanto os nerds ainda são incompreendidos e estereotipados: basta uma pesquisa rápida no Google para se achar muitas páginas com definições depreciativas e preconceituosas sobre nerds.

Resolvi então escrever este artigo, para tentar esclarecer e desmitificar algumas visões errôneas que as pessoas têm a respeito dos nerds.

1. Nerds não são todos iguais

Todo mundo já deveria saber disso, mas lá vai: as pessoas são diferentes umas das outras. Cada um tem sua personalidade, suas preferências, suas qualidades e seus defeitos. E isso não exclui nerds.

De modo geral, são três as características comuns a (quase) todos os nerds: a preferência por atividades intelectuais, o interesse acentuado por assuntos incomuns ou atípicos e a constante busca por informação e conhecimento. Tirando isso, cada nerd é de um jeito. O estereótipo do sujeito branquelo, magricela, frágil, que usa óculos, não sai de casa e fica estudando o dia inteiro representa apenas uma parte (mínima) da população nerd.

2. Nem todo nerd é tímido ou anti-social (e vice versa)

Muita gente acha que nerd é sinônimo de anti-social, o que não é verdade. Ressaltando o que foi dito no item anterior, cada nerd é de um jeito, e apenas alguns correspondem ao estereótipo criado pela mídia.

O que acontece é que, como todas as pessoas, nerds se associam preferencialmente a seus semelhantes, que por vezes são difíceis de encontrar, uma vez que nerds são mais escassos do que pessoas “normais”. E como muitos nerds adotam a filosofia do “antes só do que mal acompanhado”, acabam invariavelmente se privando de contato social.

Mesmo assim, existem nerds que se relacionam muito bem com qualquer tipo de pessoa, mantendo um grande círculo de amigos e conhecidos não-nerds. Ser nerd não impede uma pessoa de ser popular, embora nerds populares sejam extremamente raros (e muitas vezes não são reconhecidos como nerds).

De maneira recíproca, nem toda pessoa tímida ou anti-social é nerd. Se não apresentar as características mencionadas anteriormente (ou pelo menos uma delas), alguém dificilmente pode ser considerado um nerd, mesmo que viva isolado do mundo, trancado em casa e sem amigos.

3. Nem todo nerd sabe que é nerd

Muitas vezes, um nerd que não tem contato com outros nerds sequer tem conhecimento de sua condição. Em outros casos, seja por preconceito ou insegurança, um nerd não assume o que é, levando uma vida falsa e incompleta tentando se enquadrar na sociedade “normal”. É possível que uma pessoa passe a vida inteira sem saber que é nerd.

A maioria dos nerds acaba percebendo por si só que é diferente dos outros, e o que o faz ser desse modo. Essa descoberta normalmente se dá na adolescência, uma época de questionamentos e autoconhecimento natural para todos os seres humanos. Mas caso haja o medo da rejeição, da marginalização e da ridicularização por parte daqueles que o cercam, o indivíduo acaba reprimindo sua verdadeira natureza, e muitos nem se dão conta disso.

Curioso notar que isso não acontece apenas com nerds, mas com qualquer pessoa que seja “diferente”, como homossexuais, por exemplo. Mas como o preconceito da sociedade faz as pessoas negarem o que são e como isso as torna infelizes é um assunto pra outro dia.

4. Nerds pensam de modo diferente

Talvez sua versão de diversão seja sair pra balada, encher a cara com todo tipo de bebida que estiver disponível, “catar” o máximo de “minas” que puder e terminar a noite vomitando na sarjeta, para no dia seguinte contar tudo aos amigos. Talvez você se contente em passar o domingo assistindo ao jogo de futebol e ao Fantástico. Talvez seu objetivo na vida seja ter uma família e trabalhar para mantê-la. Mas dificilmente um nerd concordaria com você.

Nerds são únicos porque têm interesses únicos, e isso faz com que cada nerd tenha uma visão diferente do mundo. Mesmo que alguns grupos compartilhem certos interesses e certas opiniões, é raro que dois nerds concordem em tudo, porque suas buscas pessoais por conhecimento os alimentam com visões e idéias diferentes. Claro que isso vale para todas as pessoas, mas no caso dos nerds essa diferença de valores fica mais evidente, seja porque nerds possuem mais base para seus argumentos, seja porque nerds apreciam discutir e trocar idéias.

5. Chamar um nerd de nerd não é ofensa

Um conceito que as pessoas têm é de que “nerd” é um termo pejorativo. De fato, em suas origens, essa era a conotação desejada, mas hoje em dia isso já não é mais verdade. Mesmo que os não-nerds o usem dessa forma, um verdadeiro nerd dificilmente se sentirá ofendido por ser chamado de nerd.

Primeiro, porque é o que ele é; chamar um japonês de “japa” ou um evangélico de “crente” não é ofensa, é constatar o óbvio. E segundo por que nerds, como já foi dito, pensam diferente e tem outros valores; o que para as pessoas “normais” é uma ofensa, para o nerd pode não ser nada demais, ou até mesmo um elogio.

6. Alguns nerds podem ser bem vingativos

“Seja legal com os nerds. É provável que você acabe trabalhando pra um” (Charles J. Sykes)

Muitos nerds não ligam para as chacotas de que são alvos, considerando-as apenas demonstrações de ignorância e preconceito por parte de seres inferiores. Mas alguns nerds podem guardar rancor das humilhações sofridas, da rejeição e do escárnio.

Esses nerds podem virar um daqueles chefes sociopatas, que abusam moralmente de seus subordinados, ou, na pior das hipóteses, um daqueles assassinos em massa que invadem o escritório e atiram nos colegas de trabalho. Em ambos os casos, adivinha qual o primeiro alvo da ira do nerd rancoroso?

7. Os nerds fazem o mundo girar

Se hoje você usa um computador, vê televisão, fala ao telefone e dirige um carro, é tudo graças aos nerds. Parece que as pessoas não se lembram, ou simplesmente não sabem, que a tecnologia atual só chegou a este nível por causa de nerds que, desde tempo imemoriais, buscam mais e mais conhecimento, questionam os paradigmas da sociedade e criam soluções para problemas cotidianos.

Basicamente, é isso. Espero que este texto ajude as pessoas a compreenderem melhor os nerds, e talvez, um dia, eliminar o preconceito que ainda sofremos.


O brasileiro está menos racista ou mais hipócrita?

Novembro 24, 2008

Uma pesquisa da Folha revelou que o preconceito contra negros no Brasil diminuiu desde 1993 até hoje. Será mesmo?

Segundo a pesquisa, apenas 3% dos entrevistados se declararam preconceituosos, contra 11% há 13 anos. Porém a mesma pesquisa mostra que 91% dos brasileiros ainda vê o Brasil como um país racista. Ou seja, “eu não sou racista, mas os outros são” parece ser o discurso geral. É a onda do politicamente correto que assola a nação.

Acho que o pior de tudo foi, na análise óbvia dos sociólogos sobre a pesquisa, ler a declaração iludida da socióloga Yvonne Maggie de que “O que temos de concreto nesses últimos anos foi que houve uma melhoria radical do sistema educacional no Brasil”. Melhoria radical?! Por Takhisis, me mostra onde! Mesmo que a escolaridade tenha aumentado no Brasil nos últimos anos, isso não quer dizer que houve uma melhoria do sistema educacional. Pelo contrário, isso apenas revela que o sistema está tão ruim que mesmo os estúpidos estão completando o nível superior.

Eu admito que sou um pouco preconceituoso, mas não quanto à etnia ou origem, e sim quanto à capacidade intelectual. Se um sujeito chega falando “é nóis” e “pra mim fazer”, eu já nem quero conversa. Odeio gente burra mais que tudo no mundo, e isso rompe qualquer barreira racial que a sociedade possa ter imposto. Mas gente hipócrita não fica muito atrás na minha lista de “vermes insignificantes”, e infelizmente a maioria dos brasileiros se enquadra nas duas categorias.


D&D 4E ou Pathfinder?

Novembro 23, 2008

Pra ser sincero, eu até gostei da 4a. Edição do D&D. Achei um jogo sólido mecanicamente, com classes equilibradas e fácil de ser mestrado. O que me irritou profundamente foi a estratégia caça-níqueis da Wizards de lançar conteúdo espalhado por dezenas de livros, para que você compre e compre e compre…

Então fiquei sabendo do Pathfinder, o livro lançado pela Paizo Publishing que se propõe a substituir o D&D 3.5E, e resolvi dar uma olhada. Achei simplesmente fenomenal.

Tudo o que a Wizards não fez com o 3.5 a Paizo fez. Raças mais equilibradas, Classes com mais opções, sistema de combate mais enxuto, mais opções de Feats. Ainda não tive tempo de ver como ficaram as magias, mas os escritores do Pathfinder alegam que muitos pontos que tornavam o jogo enrolado, como Polymorph, foram melhorados.

Como o jogo ainda está em Beta, faltam coisas importantes, como Prestige Classes, o que não impede que o usemos para rolar campanhas. As classes básicas foram reformuladas de modo que é bastante atrativo seguir até o 20º nível com apenas uma delas. O material é compatível com o que já foi lançado para 3.5, o que nos permite usar todo aqueles livros em que investimos tanto dinheiro e tempo.

Eu ainda pretendo usar o D&D 4E em algum jogo, provavelmente uma campanha para iniciantes. Mas com meu grupo de sempre, que joga D&D comigo há anos e anos, com certeza vou usar o Pathfinder.


O filme de Max Payne vale a pena?

Novembro 22, 2008

Quando vi, alguns meses atrás, que estavam fazendo um filme de Max Payne, fiquei empolgado. Mesmo que a experiência me dissesse que adaptações do jogos para o cinema raramente são bem sucedidos, eu criei uma certa expectativa, na esperança de que esta vez seria a exceção. Depois de ver o trailer, então, minha empolgação aumentou mais ainda.

Após uma longa espera, finalmente o filme saiu. Teve sua estréia aqui adiada em quase um mês, o que me deu tempo de ler algumas resenhas no IMDB, algumas favoráveis, outras nem tanto. Pelo menos, já fui para o cinema preparado, sabendo que a história do filme não tinha muito em comum com a história do jogo (que, aliás, eu só joguei até a metade…)

Sem entrar em muitos detalhes, o filme não me decepcionou… muito. Achei legal o clima, a fotografia, os detalhes que só quem jogou o jogo percebeu e a personalidade de Max bem interpretada por Mark Wahlberg. Por outro lado, a trama é previsível, o enredo fica meio perdido e a maior parte dos outros personagens não corresponde ao que vemos no jogo.

Gostei do filme, mas acho que poderia ter sido melhor. Nota 7/10 (o que, na escala Sugui de avaliação cinematográfica, corresponde a um “vale a pena assistir no cinema”).

Dica pra quem for assistir: há uma cena após os créditos.


De que os humanos são capazes?

Novembro 19, 2008

Eu não sou uma pessoa que normalmente se simpatiza pela dor alheia, ou que se revolta com as atrocidades que os seres humanos são capazes, mas mesmo meu coração de pedra deu uma contorcida de indgnação quando li essa notícia. Dois psicopatas torturaram durante meses uma menina de três anos, até que a criança morreu. A crueldade demonstrada pelos criminosos é digna das criaturas mais vis que o imaginário humano pode conceber. Se demônios existem, com certeza esses dois fazem parte de suas hordas.

Talvez o mais chocante do caso seja o completo despropósito da violência praticada. Quando imbecis supersticiosos matam uma criança albina para fazer poções mágicas com partes de seu corpo, há uma justificativa, por mais idiota e atroz que seja. Mas com qual finalidade, além de sua satisfação doentia, as aberrações neozelandesas tinham para seus atos? O que motivou a mãe da criança a ficar omissa enquanto a filha sofria abusos inumanos? Que tipo de seres humanos são os parentes e vizinhos da pobre Nia, que não tomaram nenhuma providência mesmo sabendo dos rituais sádicos pelos quais a menina passava?

Porém, o mais patético nessa história toda foi a declaração da senhora Cindy Kiro, comissária do Conselho da Criança da Nova Zelândia, ao dizer que “o único consolo neste caso é que a justiça foi feita”. Alguém por favor me explica onde está a justiça deste caso? Qual punição os dois monstros receberão que se equipare à dor que causaram? Qual punição seria adequada a uma mãe que obviamente não sentia coisa alguma pela filha? Qual punição receberão os parentes e vizinhos omissos, que não impediram que mais atrocidades fossem cometidas contra uma criança indefesa?

O problema com psicopatas é exatamente que não importa qual pena se aplique, não será nem de perto equivalente ao sofrimento que causam. Mesmo que fiquem presos pelo resto da vida, e todo dia sejam espancados até perderem a consciência (o que algum defensor babaca dos direitos humanos com certeza iria achar um absurdo), mesmo assim isso não seria capaz de se igualar à dor que causaram. Porque uma criança de três anos de idade não tem a resistência que pessoas adultas têm. Porque crianças de três anos não fizeram nada pra receber tal tratamento. Porque crianças de três anos sequer sabem o que está acontecendo, sequer têm consciência completa do mundo em que habitam. E por uma infinidade de motivos mais.

Talvez tenha sido até melhor que Nia tenha morrido. Qual seria seu destino caso tivesse sobrevivido? Que sequelas, físicas e psicológicas, teriam sido deixadas? Depois de passar por tanto sofrimento, seria justo que ela passasse por essa existência decadente e miserável que é a condição humana? Se deus existe e é misericordioso como dizem, talvez ela esteja em um lugar melhor. Caso contrário, pelo menos ela não sofre mais.


Que tipo de nerd você é?

Novembro 18, 2008

Se você:

  • Ficou revoltado, ofendido, achou uma heresia, você é um nerd extremista, ou purista. Cuidado, pois talvez você leve a vida muito a sério, e perca ótimas oportunidades de se divertir.
  • Achou engraçado, deu umas risadas, ou gostaria de ver como ficaria com o pessoal da Enterprise, você é um nerd relativamente normal, e talvez nem saiba que é nerd.
  • Queria ter ido nesse evento, ou foi nesse evento, pra assistir ao vivo, você é um nerd hardcore. Provavelmente você já assumiu seu nerdismo, caso contrário, está na hora.
  • Queria ter participado, ou participou, das apresentações, você é um nerd master. Mais nerd, impossível.
  • Não viu graça nenhuma ou não entendeu nada, você não é nerd.

O que é mp9?

Novembro 15, 2008

Andando por essas galerias infestadas de produtos chineses (ou mesmo procurando no Google), pode-se achar uma grande variedade de bugigangas digitais à venda. Qualquer vendedor pode te oferecer desde os arcaicos mp3 aos recentes mp9. Mas o que diabos essas siglas querem dizer?

Mp3 é, de maneira simplificada, um método de compressão de áudio, com perda de dados praticamente imperceptível aos nossos ouvidos. De maneira similar, mp4 é um formato de compressão de áudio e vídeo. Seguindo a lógica, quando ouvi falar que havia um mp5, pensei que haviam criado algum tipo de formatação para hologramas. Mas se tratava apenas de um aparelho chinfrim que, além de tocar músicas em formato mp3 e vídeos em um formato esquisito que definitivamente não era mp4, também tira fotos.

Não é incrível como as pessoas falam cretinices e inventam termos sem nem ter noção do que estão falando?

Os boçais devem pensar que mp3 e mp4 se referem aos players, e não ao formato de arquivo, e simplesmente nomeiam um modelo mais novo ou com uma funcionalidade a mais com um número maior. A estupidez desses seres ditos racionais ainda me impressiona.

Hoje em dia tem até mp10, que além de copiar o iPhone eu já nem sei mais o que faz (mas duvido que faça isso). O pior é que a maioria dos trouxas que acabam comprando um aparelho desses não usa nem 10% das suas funcionalidades. Ouvem música (ou, mais provavelmente, funk), recebem a lavagem cerebral diária, tiram uma foto ou outra e tentam fazer ligações.

Talvez se o próximo aparelho vier com explosivos que arranquem a cabeça dos idiotas que o usarem eleseja de alguma utilidade para a humanidade.